Consulta Continental MANI 2026 — Abidjan, 9–13 de março · Ler a Declaração

Consultas · 2026

MANI 2026 — De Abidjan para todo o mundo.

Realidades Presentes e Futuras, Desafios e Perspetivas da Igreja Africana · 9–13 de março de 2026

5.ª

consulta continental quinquenal

1.ª

na África francófona

25

anos desde a Declaração de Jerusalém

750M

cristãos em África hoje

A Declaração de Abidjan

“Chegámos a um momento kairós para a Igreja em África. África é agora o continente com a maior população cristã… O centro de gravidade do cristianismo mundial deslocou-se decisivamente para o sul.”

Delegados de igrejas, agências missionárias, iniciativas nacionais e redes da diáspora africana — juntamente com representantes do Lausanne Movement, da Aliança Evangélica Mundial e de outras entidades — reuniram-se em Abidjan de 9 a 13 de março de 2026. A consulta assinalou também a transição formal de liderança do Rev. Dr. Reuben Ezemadu para o Rev. Peter Oyugi.

Porquê Abidjan?

A escolha foi missionária, não logística. O Sael francófono — que se estende do Senegal e da Mauritânia ao Mali, Burquina Faso, Níger, Nigéria, Sudão, Eritreia, Camarões e Chade — é uma das fronteiras missionárias mais concentradas do mundo. Os crentes francófonos têm uma proximidade linguística e cultural com os seus povos que nenhuma outra parte da Igreja mundial possui. A consulta renova o apelo a Go North (Ir para o Norte).

Quatro realidades identificadas

  • África como continente que envia: há hoje centros de envio em Lagos, Nairobi, Jos, Ibadan, Owerri, Adis Abeba, Iaundé, Lomé, Abidjan e Joanesburgo.
  • A Igreja que sofre: um em cada cinco cristãos africanos enfrenta perseguição — encarada com clareza teológica, não com desespero.
  • Destacamento divino: a diáspora é “não um deslocamento, mas um destacamento soberano”.
  • Juventude: mais de metade de África tem menos de 25 anos — “uma geração pronta para partir”.

Seis prioridades estratégicas

A agenda para a próxima década

“Não são recomendações — são o nosso compromisso com o avanço do Reino.”

01

Visão renovada e liderança estratégica

A MANI reafirma a sua identidade como movimento, não como organização. A transição de Ezemadu para Oyugi revela maturidade e continuidade.

02

Mobilização missionária e formação transcultural

África desenvolve as suas próprias estruturas de envio e financia-as com os seus próprios recursos — incluindo um movimento missionário francófono coordenado no Sael, evangelização através do desporto, missões médicas, Bíblias em áudio e plataformas digitais.

03

Unidade da Igreja, colaboração e parcerias

A parceria não é generosidade — é uma necessidade do Reino. Menos duplicação, investigação partilhada e a superação estrutural do fosso entre o mundo anglófono e o francófono.

04

Perseguição e instabilidade política

Obreiros preparados, a nível contextual, teológico e missiológico, para o sofrimento; envio atento à segurança; oração e defesa credível.

05

Discipulado transformacional e juventude

Um discipulado que forme discípulos da Grande Comissão, o confronto direto com o evangelho da prosperidade e a inclusão genuína dos jovens, já.

06

Desafios e oportunidades contextuais

Desaprender a síndrome da dependência; uma cultura comunitária de generosidade enraizada na lógica africana da família alargada — ancorada em Apocalipse 7:9.

Avançar juntos: sete próximos passos

  • Cada nação fortalece ou estabelece a sua Iniciativa Nacional de Missões como motor autóctone para mobilizar, formar e enviar missionários.
  • A Igreja em África constrói uma cultura comunitária de generosidade para as missões, em vez de depender de doadores externos.
  • As mulheres africanas estão na linha da frente da mobilização e da liderança missionária.
  • Os líderes mais velhos abrem, já, caminhos genuínos de liderança aos mais jovens, passando o testemunho com intencionalidade.
  • A igreja francófona assume a sua posição estratégica às portas do Sael.
  • Cada igreja participante identifica e adota um grupo de povos não alcançados — para dar com generosidade, orar com perseverança e enviar com sacrifício.
  • A iniciativa African Christian Mission Authors (ACMA) conta a história da missão africana com vozes africanas.

“De Abidjan para todo o mundo — até Jesus voltar.”

“África não vem para competir, mas para complementar e colaborar com a Igreja global em prol do avanço do Reino.”

Galeria

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